Quando e quem procurar para identificar o autismo e obter o laudo?

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O diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é fundamental para garantir intervenções adequadas e melhorar significativamente a qualidade de vida da criança e de toda a família, entretanto, muitas dúvidas surgem: quais são os sinais de alerta? A partir de quando procurar ajuda? Qual profissional pode emitir o laudo?

Informação clara e acesso a especialistas são os primeiros passos para um cuidado humanizado e baseado em evidências.

Sinais de alerta: fique atento ao desenvolvimento infantil

O autismo pode ser identificado ainda na primeira infância. Embora cada criança seja única, alguns sinais merecem observação:

  • Até 12 meses: não responde ao ser chamado pelo nome, não mantém contato visual, não sorri em resposta a estímulos sociais.
  • Entre 12 e 18 meses: não aponta para objetos de interesse, não imita gestos ou expressões, apresenta atraso na fala ou regressão de habilidades já adquiridas.
  • Após 18 meses: dificuldade de interação com outras crianças, interesses restritos e repetitivos, sensibilidade exacerbada a sons, texturas ou luzes, movimentos estereotipados (como balançar as mãos ou o corpo).

A presença de um ou mais desses sinais não confirma o diagnóstico, mas indica a necessidade de avaliação especializada.

Quem procurar para avaliar o TEA?

O diagnóstico do autismo é clínico e multidisciplinar, pois não existe exame de imagem ou laboratorial que, isoladamente, confirme a condição. O caminho recomendado inclui:

  1. Pediatra ou médico de família: primeiro ponto de contato, capaz de identificar sinais de alerta e encaminhar para avaliação especializada.
  2. Neuropediatra ou psiquiatra infantil: médicos especializados em desenvolvimento neurológico e saúde mental infantil, responsáveis pela avaliação clínica detalhada e pela emissão do laudo médico.
  3. Equipe multiprofissional: psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional podem contribuir com avaliações complementares sobre comunicação, interação social e processamento sensorial.

O diagnóstico segue critérios padronizados (como o DSM-5), que se baseiam na observação do comportamento, no histórico de desenvolvimento e em entrevistas com cuidadores.

Por que o laudo é importante?

O laudo médico com CID (Código Internacional de Doenças) é essencial para:

  • Garantir acesso a terapias pelo SUS ou por planos de saúde;
  • Assegurar direitos educacionais, como apoio especializado na escola;
  • Viabilizar benefícios sociais e isenções previstas em lei;
  • Orientar a equipe que acompanhará a criança no longo prazo.

O processo de avaliação aqui na Clínica Fares leva em consideração o acolhimento, escuta ativa e rigor técnico, respeitando o tempo da família e priorizando o bem-estar da criança.

Intervenção precoce faz diferença

Quanto mais cedo se iniciarem as intervenções, como terapia comportamental, fonoaudiologia e estimulação sensorial, maiores são as chances de desenvolvimento de habilidades comunicativas, sociais e de autonomia. O objetivo não é “normalizar” a criança, mas potencializar suas capacidades e oferecer suporte para que ela se desenvolva com plenitude.

Atenção e cuidado são as chaves

Se você observa sinais que geram preocupação no desenvolvimento do seu filho, não espere. Buscar orientação especializada é um ato de cuidado e responsabilidade. O diagnóstico do TEA não é um rótulo, mas um mapa que direciona o melhor caminho para o apoio necessário.

Contamos na Clínica Fares com uma equipe que possui especialização em desenvolvimento infantil e neurodesenvolvimento e que oferece avaliação criteriosa, orientação clara e acompanhamento contínuo.

Agende uma consulta e converse com nossos especialistas. Cuidar do desenvolvimento do seu filho é investir no futuro dele.

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