PFAS: 3 coisas que você precisa saber sobre a “contaminação eterna” no seu sangue

Quem assistiu ao filme O Preço da Verdade – Dark Waters deve ter ficado assustado com o risco de intoxicação permanente pelo uso de material antiaderente em panelas e utensílios domésticos, e pode ser frustrante descobrir que produtos do nosso dia a dia podem carregar riscos que a gente nem imagina, certo? Se você já ouviu o termo “PFAS” ou “químicos eternos” e ficou com uma pulga atrás da orelha, estamos prontos para começar.

Vamos tirar duvidas sobre a PFAS e a contaminação eterna do sangue de um jeito simples, sem pânico e, o mais importante, mostrando que você pode tomar o controle.

1. Afinal, o que são esses “químicos eternos”? (A explicação sem “cientifiquês”)

Imagine que os PFAS (Substâncias Per e Polifluoroalquil) são como convidados que chegam na sua casa, se instalam no melhor sofá e simplesmente se recusam a ir embora, e isso, para sempre.

Eles são chamados de “químicos eternos” porque sua estrutura molecular é extremamente forte e resistente, já que a natureza simplesmente não consegue quebrá-los facilmente, e o resultado? Uma vez no nosso corpo ou no meio ambiente, eles se acumulam.

O que importa é entender que eles foram criados para repelir água e gordura, e fazem isso tão bem que nosso corpo também não consegue “repelir” ou eliminar eles direito.

2. Onde os PFAS se escondem no nosso dia a dia?

Aqui é que a coisa fica um pouco assustadora, mas conhecimento é poder, pois os PFAS estão em mais lugares do que imaginamos. E é possível constatar que a lista é grande, mas aqui estão os principais vilões:

  • Panelas antiaderentes: Especialmente as mais antigas ou arranhadas.
  • Embalagens de fast-food: Aquela caixa de pizza ou o papel que embrulha o hambúrguer, feitos para não ficarem engordurados.
  • Roupas e tecidos impermeáveis: Jaquetas, sofás e carpetes “à prova de manchas”.
  • Cosméticos: Alguns produtos de maquiagem à prova d’água.
  • Água potável: Infelizmente, a contaminação industrial pode levar os PFAS para o abastecimento de água em certas regiões.

Não é para sair jogando tudo fora, mas sim para começar a olhar para esses itens com um olhar mais crítico.

3. O que podemos fazer a respeito?

Ok, a parte preocupante passou, e agora, vamos focar na solução. A boa notícia é que pequenos passos fazem uma diferença gigante para reduzir sua exposição.

Algumas atitudes podem diminuir o risco de trazer estes elementos para o seu corpo, e começar com o básico traz os resultados mais rápidos. Aqui vai o que funciona:

  • Filtre sua água: Um bom filtro de água com carvão ativado ou osmose reversa pode remover a maioria dos PFAS. É o passo número um.
  • Repense suas panelas: Considere trocar suas panelas antiaderentes arranhadas por opções mais seguras, como aço inoxidável, ferro fundido ou cerâmica de boa qualidade.
  • Leia os rótulos: Procure por produtos que se orgulham de ser “livres de PFAS” ou “PFOA-free”, pois a indústria está mudando, e nosso poder de compra acelera isso.

O próximo passo para um corpo mais limpo

Entender sobre a PFAS e a contaminação eterna do sangue não é sobre ter medo, e sim sobre ter consciência e cada escolha informada que você faz, desde a panela que usa até a água que bebe, já que esta atitude representa um voto a favor da sua saúde a longo prazo.

Preocupado com a exposição a substâncias químicas como os PFAS e seus possíveis impactos na saúde sanguínea? Esses compostos, presentes em embalagens, utensílios antiaderentes e até na água, têm sido associados a alterações no sistema hematológico. Se você busca orientação especializada, a Clínica Fares oferece consultas com hematologistas qualificados, em um ambiente humanizado e com estrutura integrada para diagnóstico e acompanhamento. Agende sua avaliação e cuide da sua saúde com quem entende dos mínimos detalhes do seu sangue.

Share this content:

Publicar comentário