1 cérebro e 5 hábitos para manter distância do Alzheimer, com validação de um neurologista de Harvard
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O Alzheimer ronda a todos, e está cada vez mais frequente a ocorrência de casos perto de nós. Com isso, ficamos temerosos do que o futuro pode nos reservar, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 55 milhões de pessoas vivem com alguma forma de demência no mundo. É um número que assusta, pois a gente vê notícias, se preocupa com nossos pais, avós e, claro, com o nosso próprio futuro. Parece algo tão complexo e fora do nosso controle.
Mas e se soubéssemos de medidas simples que podem servir para proteger nossa mente e evitar entrar nesta estatística assustadora?
Essa é a aposta do Dr. Rudolph E. Tanzi, um neurologista renomado de Harvard que dedicou a vida a estudar os genes ligados ao Alzheimer. O que é mais interessante? Aos 67 anos, ele não só pesquisa o assunto, ele *vive* a solução, já que criou uma rotina pessoal com práticas que qualquer um de nós pode começar a adotar hoje.
Vamos checar a rotina dele e descobrir os 5 hábitos para um cérebro saudável que podem blindar a sua mente.
1. Durma como se sua memória dependesse disso (e depende, viu?)
Eu sei, eu sei. Com a correria do dia a dia, o sono é a primeira coisa que a gente sacrifica. “Durmo quando morrer”, certo? Errado. Dr. Tanzi explica que é durante o sono profundo que nosso cérebro faz uma verdadeira “faxina”, limpando toxinas que se acumulam durante o dia, incluindo aquelas ligadas ao Alzheimer.
- A dica prática: Tente garantir de 7 a 8 horas de sono de qualidade por noite, e não é luxo, é manutenção cerebral. Se precisar de ajuda, confira nossas dicas para melhorar a qualidade do seu sono.
2. Mexa o corpo para oxigenar as ideias
Você não precisa virar um maratonista da noite para o dia. A ideia é simples: atividade física aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro, o que ajuda a criar novas conexões neurais. Pense nisso como levar nutrientes e oxigênio de primeira para o seu “computador central”.
- A dica prática: Uma caminhada de 30 minutos, dançar na sala, pedalar… O que importa é não ficar parado, pois o próprio Dr. Tanzi faz exercícios de força e aeróbicos regularmente.
3. Nunca pare de aprender
Esqueça aquele ditado de “cachorro velho não aprende truque novo”. Sempre há alguma coisa interessante para atrair seu interesse. Aquele idioma que você sempre sonhou em falar, uma técnica nova, um aplicativo, um esporte… Aprender coisas novas cria “reservas cognitivas”. Basicamente, você constrói novos caminhos no seu cérebro. Se um caminho antigo fica bloqueado por algum motivo, você tem outras rotas para usar.
- A dica prática: Aprenda um instrumento, uma receita, um jogo de tabuleiro, qualquer coisa que desafie sua mente, e não precisa ser algo “útil”, só precisa ser novo para você.
4. Conecte-se, pois amigos são o melhor suplemento
Isolamento é veneno para o cérebro. A interação social nos força a pensar, a ter empatia, a interpretar sinais… é um treino completo para a mente. Conversar com amigos, participar de grupos e manter laços fortes ajuda a diminuir o estresse e combate a depressão, dois fatores de risco para a demência. Que tal ingressar em uma nova turma e conhecer gente nova?
- A dica prática: Ligue para um amigo em vez de mandar mensagem e marque aquele café. Participe de um clube do livro ou abrace as pessoas que você ama. Simples, mas poderoso.
5. Alimente sua mente
Dr. Tanzi é um grande defensor da dieta mediterrânea e não se trata de restrição, mas sobre escolher os alimentos certos. Pense em gorduras boas (azeite, nozes, abacate), muitas frutas, vegetais coloridos e peixes, já que esses alimentos têm propriedades anti-inflamatórias que protegem o cérebro.
- A dica prática: Que tal trocar o lanche da tarde por um punhado de nozes, ou adicionar mais salada e vegetais no seu prato? Pequenas trocas fazem uma enorme diferença.
O segredo? Começar
Além disso, relaxar usando algum tipo de meditação também auxilia o cérebro a se manter ativo e saudável. Olhando essa lista, pode parecer muita coisa, mas a beleza da rotina do Dr. Tanzi é que ela não é sobre perfeição, e sim sobre consistência.
Ele mesmo diz que se mantém mentalmente ativo e fisicamente saudável seguindo esses passos, e se um dos maiores especialistas do mundo em saúde cerebral faz isso, quem somos nós para não tentar, não é mesmo?
Não precisa mudar tudo de uma vez, então escolha um hábito essa semana. Que tal uma caminhada a mais ou ligar para aquele amigo com quem você não fala há tempos?
Cuidar do cérebro é um investimento a longo prazo, e a melhor hora para começar foi ontem, mas a segunda melhor é agora.
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O que você achou dessas dicas? Qual desses hábitos você vai tentar implementar primeiro? Deixe um comentário abaixo!
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