Dia do Médico e os gargalos da profissão, com números recordes e o desafio da acessibilidade

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Neste Dia do Médico, constatamos que o Brasil ultrapassou recentemente a marca impressionante de 600.000 médicos ativos. À primeira vista, esse número recorde pode passar a falsa sensação de que o sistema de saúde do país está totalmente resolvido. No entanto, a realidade é muito mais complexa e esconde um paradoxo que afeta diretamente a rotina e a vida de milhões de brasileiros.

Quando olhamos para o cenário macro e nacional, o país está, de fato, bem servido. A proporção de médicos por mil habitantes no Brasil atende e até supera as diretrizes e os parâmetros recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em muitos centros urbanos e áreas da medicina geral e preventiva, a oferta de profissionais é adequada, garantindo um bom nível de assistência básica.

Concentração desigual e disparidade entre especialidades é desafio

Contudo, o verdadeiro desafio do setor de saúde surge quando analisamos a distribuição geográfica e as subespecialidades. A forte concentração de profissionais nas regiões Sul e Sudeste, especialmente nas capitais, deixa regiões inteiras do Norte, Nordeste e o interior do país em verdadeiros “vazios assistenciais”.

Além da barreira geográfica, enfrentamos um gargalo crítico em especialidades específicas. Áreas como psiquiatria, pediatria, geriatria, cardiologia e diversas subespecialidades cirúrgicas apresentam um número insuficiente de profissionais para atender à crescente demanda populacional, agravada pelo envelhecimento da sociedade. A formação de novos especialistas é um processo longo, o que resulta em filas de espera extensas no sistema público e dificuldades de agendamento na rede privada.

São desafios com que se deparam os médicos que concluem a formação e também quem já está atuando, pois a falta de especialistas em determinadas regiões não apenas sobrecarrega os poucos profissionais disponíveis, mas também afasta a população da medicina preventiva. Quando o paciente não encontra um especialista perto de casa, ele adia a busca por ajuda, o que pode transformar problemas simples em quadros graves.

É exatamente para mitigar esses efeitos e democratizar o acesso que instituições de saúde comprometidas com a comunidade atuam. E este foi o sonho que levou dr. Adiel Fares a criar a Clínica Fares, em 1988. Ele tinha em mente o conceito de que a excelência médica não pode ser um privilégio de poucos. Nosso compromisso diário é oferecer um atendimento humanizado, ágil e multidisciplinar, aproximando o paciente de profissionais qualificados e reduzindo as barreiras de acesso à saúde de qualidade.

Um profissional cada vez mais exigido e merecedor de reconhecimento

Por isso queremos parabenizar cada profissional que compartilhou e compartilha esta missão há mais de 37 anos. E os mais de 600 mil que representam, Brasil afora, a esperança de outros milhões de pacientes a cada consulta bem conduzida. Neste Dia do Médico, carregamos juntos uma história de acolhimento, responsabilidade e apuro técnico.

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