Fratura de Bennett: tratamento e recuperação do polegar
Dor e inchaço na base do polegar após uma queda ou impacto precisam de avaliação ortopédica.
A fratura de Bennett é uma fratura intra-articular na base do primeiro metacarpo. Pode causar subluxação ou deslocamento da articulação carpometacarpiana, que liga o polegar ao trapézio. Músculos e ligamentos podem manter os fragmentos instáveis.
Essa lesão pode comprometer a pinça, a preensão e a oposição do polegar. O tratamento depende do deslocamento, dos fragmentos, da congruência articular e da possibilidade de manter a redução.
Na Clínica Fares, a consulta de Ortopedia pode orientar a investigação e o encaminhamento para tratamento da mão. Após trauma com ferida aberta, alteração de sensibilidade ou polegar frio e azulado, procure pronto-socorro.
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Atenção: não tente “estalar” o polegar, puxar a articulação ou testar a força da pinça repetidamente. Imobilize-o em uma posição confortável e procure avaliação.
Entenda a fratura
Como ocorre a fratura de Bennett?
A lesão costuma ocorrer quando uma força axial atinge o polegar flexionado, em quedas, acidentes ou impactos. Ela envolve parte da superfície articular e pode deslocar o restante do metacarpo.
A dor geralmente se concentra na base do polegar, com inchaço, hematoma, sensibilidade e dificuldade para segurar objetos. A deformidade nem sempre é evidente.
Indicação
Quando procurar avaliação?
Procure atendimento após um trauma se houver:
•dor na base do polegar, principalmente ao mover ou apertar;
•inchaço, hematoma ou sensibilidade na articulação;
•dificuldade para fazer a pinça ou segurar objetos;
•limitação para afastar ou opor o polegar aos outros dedos;
•deformidade, instabilidade ou sensação de deslocamento;
•ferida aberta ou osso aparente;
•formigamento, perda de sensibilidade, polegar frio, pálido ou azulado.
Ferida aberta, sangramento ou alteração da circulação e da sensibilidade exigem pronto-socorro. Nos demais casos, a avaliação deve ser rápida para diferenciar fratura instável de contusão.
Toda fratura de Bennett precisa de cirurgia?
Não. Fraturas sem deslocamento ou com redução adequada e estável podem ser tratadas com redução e imobilização em órtese ou gesso tipo espica do polegar. O acompanhamento por imagem verifica se o alinhamento foi mantido.
Quando a redução fechada é possível, mas não se mantém, pode ser indicada fixação percutânea com fios. A redução aberta com parafusos, placas ou fios pode ser considerada quando a fratura não é redutível de forma fechada ou quando o fragmento permite fixação interna.
A decisão considera o degrau articular, o deslocamento, a estabilidade, a demanda funcional, a mão dominante e as condições clínicas.
Diagnóstico e tratamento
Como o ortopedista avalia o polegar?
1.Exame físico: são avaliados dor, inchaço, pele, sensibilidade, circulação, estabilidade e movimento.
2.Radiografias específicas: mostram a base do metacarpo, o alinhamento e a articulação.
3.Tomografia: pode detalhar fraturas complexas e ajudar no planejamento.
4.Definição: são comparados estabilidade, riscos e necessidade funcional.
Quais tratamentos podem ser indicados?
•Órtese ou gesso tipo espica: imobiliza o polegar quando o alinhamento é adequado.
•Redução fechada: reposiciona os fragmentos quando a fratura permite.
•Fixação percutânea: fios de Kirschner podem manter o metacarpo alinhado ao trapézio ou ao segundo metacarpo.
•Fixação interna: parafusos, fios ou placa podem ser usados quando a redução fechada não é suficiente.
•Terapia da mão: exercícios progressivos recuperam mobilidade, força e coordenação.
•Acompanhamento: radiografias verificam alinhamento e consolidação.
Nenhuma técnica é ideal para todos os casos. A fixação interna pode causar dor, irritação do material, parestesia, rigidez ou necessidade de retirada do implante. Na fixação percutânea, a redução pode perder posição em alguns casos.

Objetivos do tratamento
O que a abordagem busca alcançar?
Restaurar a superfície articular: reduzir o desnível entre os fragmentos quando possível.
Manter a estabilidade: impedir novo deslocamento na consolidação.
Preservar a pinça: recuperar a aproximação do polegar aos dedos e a capacidade de segurar objetos.
Reduzir a rigidez: iniciar movimentos seguros conforme a estabilidade.
Acompanhar a evolução: identificar desalinhamento, atraso de consolidação, dor ou artrose pós-traumática.
O tratamento não garante ausência de artrose, dor, deformidade ou perda de força. Mesmo com redução e fixação adequadas, podem ocorrer rigidez, parestesia, falha da fixação, consolidação em posição inadequada, artrose pós-traumática ou necessidade de nova cirurgia.
Recuperação
Quanto tempo leva para recuperar?
A imobilização costuma durar cerca de quatro a seis semanas, mas varia conforme o tratamento e as imagens. Movimentos dos dedos não imobilizados podem ser liberados para reduzir rigidez.
Depois da retirada do gesso ou dos fios, a terapia trabalha mobilidade, oposição, força de pinça e coordenação. Atividades com força intensa podem ficar restritas até a consolidação, muitas vezes por cerca de três meses.
A dor e o inchaço costumam melhorar gradualmente, mas a recuperação pode continuar por meses. Procure atendimento se houver dor crescente, vermelhidão, secreção, febre, perda de sensibilidade ou mudança de cor.
Perguntas frequentes
A fratura de Bennett sempre precisa de cirurgia?
Não. Fraturas sem deslocamento ou estáveis após redução podem ser tratadas com órtese ou gesso. A cirurgia é considerada quando a articulação permanece desalinhada ou a fratura é instável.
A cirurgia de mão elimina a dor?
Não é possível garantir ausência de dor. A estabilização trata a fratura quando indicada, mas dor, inchaço e sensibilidade podem persistir. O controle é individualizado.
Vou perder a força ou o movimento do polegar?
Não é possível prever o resultado individual. Consolidação, posição articular, rigidez e terapia influenciam força e movimento.
A fratura pode causar artrose?
Pode. Como envolve uma articulação, o desalinhamento e a lesão da cartilagem podem aumentar esse risco. Uma boa redução não o elimina.
Quando posso voltar a trabalhar ou praticar esporte?
Depende da atividade, da mão dominante, da consolidação, da força e da mobilidade. Trabalho pesado e esportes exigem liberação específica. Seis ou oito semanas não são prazo universal.
O que fazer enquanto aguardo atendimento?
Retire anéis sem forçar, mantenha o polegar apoiado e não tente reduzi-lo. Siga a orientação do serviço de emergência sobre comer ou beber.
Agende sua avaliação ortopédica na Clínica Fares
A Clínica Fares oferece atendimento em Ortopedia para avaliação de fraturas e lesões da mão. Em trauma com ferida aberta, alteração da circulação, perda de sensibilidade ou dor intensa, priorize o pronto-socorro.



