ChatGPT Health: O fim do médico-enciclopédia

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Médicos costumavam demonstrar irritação nítida com pacientes que chegavam na consulta com diagnóstico made by Google. Pois devem se preparar, já que a realidade evoluiu de um jeito que você nunca pensou ser possível.

A OpenAI acaba de lançar oficialmente o ChatGPT Health, e não, este não é aquele chatbot genérico que inventa doenças ou concorda com qualquer sintoma, e sim um ambiente de IA segregado, ultra-privado e que se conecta diretamente aos seus dados do Apple Health e exames laboratoriais.

Isso muda tudo, e se você é um profissional liberal, este artigo não é uma previsão; é um aviso.

O paciente do futuro não pergunta: ele discute.

A dinâmica está prestes a ser virada de cabeça para baixo, já que pacientes mais preparados virão com uma análise de dados pré-processada.

Visualize esta cena: seu paciente senta-se e, em vez de perguntar “Doutor, o que eu tenho?”, ele diz:

-Doutor, minha IA cruzou meus dados do relógio com meu último exame de sangue, identificou uma tendência de pré-diabetes e sugeriu este protocolo de mudança de estilo de vida. O senhor valida esta abordagem para mim?

Nesse novo cenário, o papel do profissional de saúde deixa de ser o de um detetive de sintomas para se tornar um estrategista de saúde de alto nível, um validador de dados e um guia humano. E, sobretudo, um profissional obrigado a ter um conhecimento sobre nuances de cada paciente que permita ir além do aparente, captando detalhes de personalidade que permitam a ele moldar o tratamento a cada caso.

A enciclopédia com dias contados

O médico inalcançável, que do alto de um pedestal enumerava dados técnicos acumulados terá problemas para continuar cobrando caro para ser um “Google ambulante”, recitando conhecimento que está nos livros ou em bancos de dados, pois será engolido pela amplitude da IA.

O valor não está mais em *ter* a informação, mas em *interpretá-la* com sabedoria, já que o ChatGPT Health fará a análise técnica de dados em segundos, uma tarefa que levaria horas a um humano. Se o único diferencial é o conhecimento técnico, ele já não fará mais diferença.

Começa a era que valorizará os profissionais com tato, feeling. E capacidade de comunicação afiada.

Onde a IA para e o humano começa: Seu novo valor

A boa notícia? A tecnologia tem limites claros, e o futuro pertence àqueles que vendem o que uma IA, por mais avançada que seja, não consegue processar, pois seu verdadeiro valor reside em três pontos insubstituíveis:

  • Julgamento complexo: A IA pode ver uma tendência, mas não entende o contexto de vida do paciente, suas ansiedades, seu histórico familiar ou sua realidade socioeconômica. Essa ponderação é sua.
  • Responsabilidade ética: Se o protocolo sugerido pela IA falhar, quem é o responsável? A máquina? Não. É você. A responsabilidade final, a ética e a segurança do paciente são domínios puramente humanos.
  • Conexão humana: A IA pode entregar dados, mas não pode oferecer um olhar de conforto, uma mão no ombro ou a empatia de quem entende o medo por trás de um diagnóstico. Esse é o seu superpoder.

No fim das contas, a equação é simples: a IA faz o diagnóstico técnico; você faz o tratamento humano.

O futuro não é sobre ser substituído, e sim, sobre ser elevado a um papel que nenhuma máquina jamais poderá ocupar. A questão é: você está pronto para essa evolução? Nos, na Fares, estamos nos preparando. Quer conferir? Marque uma consulta.

E você, dentro de sua área de atuação, está se preparando para essa nova era? Deixe sua opinião nos comentários abaixo e nos mostre mais caminhos!

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