Brasil confirma 88 casos de Mpox, a maior parte em São Paulo. Como se proteger

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Antes de causar alarme e pensar em um novo sinal vermelho para a saúde pública, vamos esclarecer alguns pontos para que você tenha mais informações sobre esta nova doença e como podemos nos sentir mais seguros ao lidar com esta situação.

O cenário atual: O que os 88 casos no Brasil realmente significam?

Primeiro, vamos aos fatos. No dia 25 de fevereiro de 2026, a Agência Brasil, uma fonte oficial do governo, confirmou que o país registrou 88 casos de Mpox este ano. A maioria desses casos está concentrada no estado de São Paulo.

O que esse número significa? Ele indica que o vírus está circulando e que precisamos estar atentos. Contudo, o que realmente importa é ter conhecimento sobre qual é o efeito prático disso. E o impacto é simples: é hora de reforçar os cuidados de prevenção que já conhecemos e que são altamente eficazes.

Não é um cenário para pânico, mas sim para atenção e cuidado consciente.

Afinal, o que é a Mpox?

Antes de falarmos sobre proteção, é fundamental entender o “inimigo”. A Mpox (anteriormente conhecida como varíola dos macacos) é uma doença causada por um vírus. Pense nela como uma “prima” da varíola humana, mas geralmente com uma apresentação bem menos severa.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo e direto com:

  • Lesões na pele de uma pessoa infectada.
  • Fluidos corporais (saliva, secreções).
  • Objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e utensílios.

Entender isso já é meio caminho andado, porque nos mostra exatamente onde focar nossos esforços de prevenção.

Atenção aos sinais: Quais são os sintomas da Mpox?

Conhecer os sintomas é uma das ferramentas mais poderosas que temos. Se você sabe o que procurar, pode agir mais rápido. Os sinais mais comuns da Mpox geralmente aparecem nesta ordem:

  • Febre súbita: Frequentemente o primeiro sinal.
  • Dor de cabeça forte: Mais intensa que o habitual.
  • Dores no corpo e nas costas: Semelhante a uma gripe forte.
  • Gânglios Inchados (Linfonodos): Pequenos caroços que podem aparecer no pescoço, axilas ou virilha. Este é um sinal bem característico!
  • Cansaço Intenso: Uma sensação de esgotamento.
  • Lesões na pele (Rash): Cerca de 1 a 3 dias após a febre, surgem as lesões. Elas podem começar como manchas vermelhas, evoluir para pequenas bolhas com líquido e, finalmente, formar cascas que depois caem.

É fácil confundir os primeiros sintomas com uma gripe comum. Por isso, o surgimento de lesões na pele após esses sinais é o grande alerta.

O mais importante: 4 passos práticos de como se proteger da Mpox

Ok, agora vamos ao que interessa. O que você pode fazer, na prática, a partir de hoje?

Passo 1: Vigilância e isolamento são cruciais

A principal recomendação das autoridades de saúde é clara: se uma pessoa apresenta sintomas compatíveis com a Mpox, especialmente as lesões na pele, ela deve buscar o isolamento imediato. Isso significa evitar o contato físico com outras pessoas, especialmente em casa, até receber um diagnóstico médico. Eu sei que pode ser difícil, principalmente com família, mas essa atitude é o maior ato de cuidado que se pode ter.

Passo 2: A higiene continua sendo a estrela

Lembra de tudo que aprendemos sobre lavar as mãos nos últimos anos? Pois é, esse hábito continua sendo indispensável na prevenção de doenças.

  • Lave as mãos frequentemente com água e sabão ou use álcool em gel 70%, principalmente após ter contato com locais públicos.
  • Evite compartilhar objetos pessoais, como toalhas, talheres, copos e roupas de cama. Parece um detalhe pequeno, mas faz uma diferença enorme na quebra da cadeia de transmissão.

Passo 3: Cuidado redobrado com o contato íntimo e próximo

A Mpox é transmitida por contato pele a pele. Portanto, é fundamental ter consciência de que o contato físico próximo e prolongado, incluindo o contato íntimo, com alguém que tenha lesões na pele é a principal via de transmissão. A transparência e o diálogo com parceiros são essenciais.

Passo 4: Busque informação de qualidade

Em momentos como este, a desinformação pode ser tão perigosa quanto o próprio vírus. Evite compartilhar notícias de fontes duvidosas ou grupos de mensagens. Busque sempre informações em fontes confiáveis, como o Ministério da Saúde, secretarias de saúde estaduais e portais de notícias de credibilidade, como a Agência Brasil.

Informação é sempre a melhor prevenção

Os 88 casos de Mpox em 2026 no Brasil são um lembrete de que nossa saúde é um bem precioso que exige cuidado e atenção constantes. Mas, como vimos, não há razão para alarde.

Com higiene reforçada, atenção aos sintomas e evitando o compartilhamento de objetos pessoais, você já está fazendo a sua parte de forma extremamente eficaz.

*Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Ao apresentar sintomas, procure sempre um profissional de saúde.*

E você? Tinha alguma dúvida sobre a Mpox que não foi respondida aqui? Compartilhe nos comentários abaixo! Sua pergunta pode ajudar outras pessoas.

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