Dia do Psiquiatra: Por que testes de TDAH e autismo na internet não substituem o olhar médico?

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Basta uma rolada rápida pelo feed do Instagram ou TikTok para se deparar com vídeos do tipo: “5 sinais silenciosos de que você tem TDAH” ou “Faça este teste rápido para saber se você está no espectro autista”.

A popularização da saúde mental nas redes sociais trouxe um lado positivo ao reduzir tabus, mas também abriu portas para um fenômeno delicado: a banalização diagnóstica e a autoavaliação sem critério científico.

Neste 13 de agosto, Dia do Psiquiatra, a Clínica Fares celebra a importância desse profissional que dedica anos de estudo para entender a mente humana com responsabilidade. Marcando a data, tivemos uma conversa especial com o Dr. Harif Bakri, psiquiatra da Fares, que nos alerta sobre os riscos do diagnóstico de “feed”.

Informação x diagnóstico: por que a fonte importa?

A busca por conhecimento sobre a própria saúde é sempre válida. No entanto, o Dr. Harif faz uma ressalva fundamental sobre como consumimos conteúdos na internet:

“Informações são sempre válidas. Todo tipo de informação que você puder obter pode ser válida se você souber como classificá-la. Por favor, verifique de onde ela veio, verifique a chamada fonte […] porque você está lidando com a sua própria vida.” Dr. Harif Bakri

Quando um vídeo curto sintetiza um transtorno neurodesenvolvimentual complexo em uma lista simples de comportamentos, como esquecer as chaves ou ter momentos de distração, cria-se a falsa sensação de que qualquer pessoa se enquadra naquele perfil.

O risco da “autorrotulação” e os viéses de momento

Ao preencher um teste rápido na internet ou se identificar imediatamente com a publicação de um influenciador digital, a pessoa corre o risco de assumir um diagnóstico sem fundamento clínico.

O Dr. Harif reforça que a nossa identidade não pode ser reduzida a um teste de internet:

“Não queira rotular-se de algo que talvez não seja você, porque você é muito mais do que um rótulo ou do que um carimbo […] que um teste pego aleatoriamente na internet possa lhe dar.” Dr. Harif Bakri

Além disso, os testes de internet carecem de objetividade, pois dependem do estado emocional de quem responde no momento. Se você está passando por uma fase de cansaço extremo ou ansiedade pontual, o resultado refletirá esse momento passageiro, gerando um falso positivo para condições como o TDAH ou o autismo.

O olhar humano da psiquiatria no diagnóstico

Identificar condições psiquiátricas exige critério, tempo e acolhimento. O processo de avaliação vai muito além de preencher alternativas em um papel ou em uma tela.

Como nos lembra o Dr. Harif Bakri, o papel do psiquiatra é olhar para o indivíduo de forma integral:

“Um diagnóstico é feito com critério, com calma, por um profissional que tem interesse em te ajudar. Esse profissional que estudou, que se treinou e que está ali para ajudar você. Ajudar a quê? A ter vida, a ter felicidade, a ter saúde. Porque saúde é vida e felicidade juntos.” Dr. Harif Bakri

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A quem recorrer quando o corpo e a mente pedem ajuda?

Se você tem notado sintomas recorrentes que impactam sua rotina profissional, acadêmica ou pessoal, evite buscar respostas definitivas em algoritmos de redes sociais.

Neste Dia do Psiquiatra, a Clínica Fares reafirma seu compromisso com a psiquiatria humanizada, ética e fundamentada na ciência.

Precisa de orientação especializada? Na Clínica Fares, contamos com uma equipe de psiquiatras prontos para escutar a sua história sem rótulos e com todo o cuidado que você merece. Agende sua consulta na unidade mais próxima!

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