Brasil registra avanços na cirurgia de catarata e uma preocupação com incidência nos mais jovens
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Historicamente, a catarata sempre foi vista pelas pessoas como uma condição exclusiva da terceira idade. A imagem de um paciente com a visão opaca pelo envelhecimento natural do cristalino — a lente interna do nosso olho — ainda é o cenário mais comum nos consultórios de oftalmologia, entretanto, a realidade epidemiológica no Brasil vem mudando de forma perceptível. Na Clínica Fares Osasco, por exemplo, foi realizada há pouco tempo uma cirurgia de catarata envolvendo uma adolescente. Hoje, os cirurgiões enfrentam um duplo desafio: gerenciar o crescimento expressivo no número total de casos no país devido ao envelhecimento da população e, ao mesmo tempo, tratar um volume cada vez maior de pacientes que desenvolvem a doença precocemente, ainda em idade economicamente ativa.
Na Fares, onde realizamos centenas de cirurgias de catarata todos os meses, o nosso corpo clínico tem acompanhado de perto essa mudança de perfil. Por essa razão, estruturamos os nossos protocolos de atendimento para acolher com precisão tanto o idoso que busca recuperar a sua autonomia quanto o jovem adulto que precisa manter a sua alta performance profissional.
Se você notou mudanças recentes na qualidade da sua visão e busca por informações para entender o que está acontecendo, está no lugar certo. Este guia completo traz os dados mais recentes sobre o panorama da catarata no Brasil e os sinais de alerta para todas as faixas etárias.
Catarata no Brasil, um desafio do tamanho do país
A catarata continua sendo a maior causa de cegueira reversível no mundo, e no Brasil o cenário não é diferente. Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) estimam que surgem cerca de 120 mil a 550 mil novos casos por ano no país. Esse número expressivo é impulsionado pelo envelhecimento acelerado da população brasileira, já que a expectativa de vida média do país aumentou significativamente nas últimas décadas.
A projeção de dados do CBO aponta que mais de 25% dos brasileiros com mais de 60 anos apresentam algum grau de opacificação do cristalino. Ou seja, 1 entre 4 brasileiros apresenta esta condição. Quando avançamos para a faixa etária acima dos 75 anos, essa incidência dispara para cerca de 75%, representando 3 entre 4 idosos com catarata. O grande gargalo de saúde pública e privada no país reside em garantir que esses pacientes tenham acesso à cirurgia no tempo correto, evitando que a perda visual progressiva cause acidentes domésticos, isolamento social ou depressão.
Por que há mais jovens fazendo cirurgia de catarata?
O dado que mais chama a atenção dos especialistas em oftalmo na atualidade é o diagnóstico em pacientes na faixa dos 30, 40 e 50 anos. Embora a catarata senil (do envelhecimento) continue sendo a mais recorrente, o surgimento precoce da doença tem se tornado uma queixa frequente nas salas de exames.
Essa incidência em pacientes mais jovens pode ser explicada por uma combinação de fatores genéticos, metabólicos e de estilo de vida modernos:
- Uso indiscriminado de medicamentos (corticoides): O uso prolongado ou frequente de medicamentos à base de cortisona, sejam colírios, pomadas, comprimidos ou bombinhas para asma, é uma das principais causas de catarata precoce (subcapsular posterior). Muitas vezes, o paciente se automedica para tratar alergias crônicas e acaba danificando o cristalino.
- O impacto do diabetes: O Brasil possui uma das maiores populações de diabéticos do mundo. O excesso crônico de açúcar no sangue altera o metabolismo do cristalino, fazendo com que ele acumule líquido e perca a transparência muito mais cedo do que em pessoas sem a doença.
- Traumas oculares secundários: Pequenos acidentes ocorridos na juventude (como uma bolada no futebol, um soco, um acidente de trânsito ou estilhaços) podem causar microlesões na cápsula do cristalino que resultam em catarata anos mais tarde.
- Alta miopia: Pacientes que possuem graus muito elevados de miopia apresentam uma alteração anatômica no globo ocular que favorece a degeneração precoce das fibras do cristalino.
Por que a cirurgia de catarata se tornou um procedimento de alta performance?
Antigamente, a medicina orientava a pessoa a “esperar a catarata amadurecer” (ficar completamente cega) para realizar a operação. Esse conceito ficou completamente ultrapassado. Hoje, graças aos avanços tecnológicos da engenharia médica, a recomendação da oftalmologia moderna é intervir assim que o paciente sinta que a perda de qualidade visual começou a atrapalhar as suas atividades diárias, como dirigir à noite, ler ou trabalhar no computador.
A cirurgia moderna (facoemulsificação) é minimamente invasiva:
- Através de uma microincisão milimétrica, o cirurgião utiliza ondas de ultrassom para fragmentar e aspirar o cristalino danificado.
- Em seguida, introduzimos uma lente intraocular (LIO) dobrável de altíssima tecnologia para substituir a lente natural.
- Realizamos o procedimento em poucos minutos, sob anestesia local por gotas de colírio e sedação leve, dispensando a necessidade de internação ou pontos.
Para o paciente jovem, a cirurgia traz um benefício adicional extraordinário. Com o advento das lentes intraoculares premium (multifocais ou de foco estendido), o cirurgião consegue corrigir, no mesmo procedimento da catarata, os erros refracionais antigos do paciente, como a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e a presbiopia (vista cansada para perto). Isso significa que o paciente jovem pode eliminar completamente a dependência dos óculos de grau após a cirurgia, recuperando uma visão de alta performance para o trabalho e o lazer.
A realidade da catarata no Brasil
Para ajudar você a entender melhor a dimensão desse cuidado e os perfils clínicos, estruturamos os dados na tabela informativa abaixo:
| Perfil do paciente | Estimativa de casos / Incidência | Causas principais | Objetivo principal da cirurgia |
| Idosos (75 anos+) | Afeta cerca de 75% da população nesta faixa. | Envelhecimento natural do organismo (Catarata senil). | Resgate da autonomia, prevenção de quedas e melhoria da qualidade de vida. |
| Adultos jovens (30 a 50 anos) | Crescimento perceptível nos consultórios. | Uso de corticoides, diabetes, traumas e alta miopia. | Manutenção da capacidade de trabalho e eliminação do uso de óculos (Lentes Premium). |
| Geral (Brasil) | Entre 120 mil e 550 mil novos casos anuais. | Transição demográfica e aumento da longevidade. | Erradicação da cegueira reversível no território nacional. |
Seus olhos merecem cuidado redobrado
A perda progressiva da visão não deve ser encarada como uma limitação inevitável do tempo. Se você percebe que as cores perderam o brilho, que a sua receita de óculos muda constantemente sem melhora real, ou que sente um “embaçamento” como se o para-brisa do carro estivesse permanentemente sujo, é hora de investigar.
Procurar uma clínica estruturada e de confiança é o primeiro passo para um diagnóstico seguro. Na Clínica Fares, o paciente encontra um ecossistema completo voltado para a saúde ocular. Dispomos de um Centro Oftalmológico de última geração para a realização de todos os exames pré-operatórios de alta precisão e uma equipe de cirurgiões experimentados, preparados para indicar o melhor modelo de lente intraocular para o seu estilo de vida e necessidades visuais.
Seja para prevenir as complicações do envelhecimento ou para tratar uma alteração precoce na juventude, o cuidado com os seus olhos deve ser prioritário. Agende uma consulta com um especialista em oftalmo na Clínica Fares e recupere a nitidez e as cores do seu mundo!
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